Assassino que matou e “concretou” corpo de jovem debaixo de escada é condenado
- 22/11/2023
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Joice Maria da Glória Rodrigues, 25 anos, foi estrangulada com uma camisa e teve o corpo ocultado na obra onde o homem que a matou trabalhava. O crime foi em São Vicente.
O pedreiro Edmilson Veríssimo da Silva, 56 anos, foi condenado a 27 anos e 10 meses de prisão pela morte de Joice Maria da Glória Rodrigues. A vítima ficou desaparecida por oito dias e quando o corpo foi encontrado estava concretado em uma parede. O crime foi em São Vicente. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (22).
A vítima foi dada como desaparecida em 27 de setembro de 2021, após ter saído de casa dizendo que visitaria o avô. A equipe da 3ª Delegacia de Homicídios conduziu o caso, que resultou na prisão de Jonathas Soares de Santana, de 37 anos, condenado a 29 anos e dez meses de prisão, e do pedreiro detido no mês seguinte ao sumiço da jovem.
Edmilson, na época, contou que havia usado drogas e mantido relações sexuais com a jovem, que depois ficou com Jonathas. O pedreiro contou que estava no segundo piso da obra, no bairro Esplanada dos Barreiros, quando o autônomo e a mulher começaram a discutir.
No interrogatório, Edmilson disse ter descido para ajudar o outro homem a matar Joice, que foi estrangulada com uma camiseta, e teve o corpo colocado em um vão debaixo da escada. O local, em seguida, foi concretado.
Desaparecimento
A jovem Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos, foi encontrada morta e concretada em uma parede de um imóvel em construção, em São Vicente. A Polícia Civil localizou o corpo da vítima em 5 de outubro de 2021.
Ela havia sumido após visitar o avô, que mora no bairro Parque Bitaru, na Área Insular. O marido de Joice foi o último a ter contato com a jovem, em 26 de setembro. De acordo com a família, a vítima tinha ligado para dizer que estava em um ponto de ônibus prestes a voltar para casa, no bairro Quarentenário.
"Ela disse que estava no ponto para pegar a condução e ia para casa. Ele ficou esperando ela, mas o tempo foi passando e ela não apareceu", disse à época a irmã da vítima Maria da Glória Rodrigues.
Os familiares passaram a ligar para o telefone dela, mas as chamadas terminavam na caixa postal. Eles também fizeram o trajeto que ela percorreria até chegar em casa em busca de pistas, mas as tentativas foram em vão.
O caso só chegou a um desfecho após a polícia começar a investigar e chegar a Jonathas, que confessou ter cometido o crime.
foto: Arquivo Pessoal/g1 Santos


