FMI adverte sobre perspectivas sombrias nas contas públicas brasileiras para 2024 e recomenda medidas mais rígidas de ajuste fiscal
- 18/04/2024
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou suas projeções preocupantes para as contas públicas do Brasil em 2024, instigando uma chamada para ação por parte do governo em termos de ajustes fiscais mais incisivos.
Durante sua participação em um painel sobre "Novos Desafios na Tributação Internacional", em Washington, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao lado de representantes da França e do Quênia, juntamente com a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, abordou a preocupação global com o aumento do endividamento público. Enquanto o Brasil, na presidência do G20, busca apoio para uma proposta de taxação dos super-ricos, o FMI alerta para os riscos dos gastos excessivos em nível global, citando o Brasil como um exemplo de economia com alta dívida pública.
As estimativas do FMI indicam que a dívida pública brasileira continuará a crescer, atingindo 86,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, embora ligeiramente abaixo das projeções anteriores. Além disso, o fundo revisou para pior suas previsões para o déficit primário do Brasil, projetando um déficit de 0,6% do PIB em 2024 e de 0,3% em 2025, com um superávit só previsto para 2027. Essas previsões contrastam com as expectativas do governo brasileiro de alcançar déficit zero nos próximos anos.
Diante desse cenário, o FMI recomenda que o Brasil adote medidas mais ambiciosas de ajuste fiscal. O ministro da Fazenda brasileiro reconhece os desafios do controle das contas públicas e destaca a importância de estabilizar a dívida pública como uma prioridade fundamental.
O presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, ressaltou a relação entre a credibilidade fiscal e monetária, alertando para os efeitos negativos no mercado financeiro caso haja questionamentos sobre a âncora fiscal.
Essas projeções do FMI ecoam a necessidade urgente de uma ação decisiva por parte do governo brasileiro para evitar um agravamento da situação fiscal e garantir a estabilidade econômica a longo prazo.


