Jogos de azar: como as casas de apostas impactam o brasileiro de todas as idades
- 03/10/2024
- 0 Comentário(s)
FOTO: ADOBE STOCK
Nos últimos anos, o Brasil tem testemunhado um crescimento explosivo das casas de apostas online, atraindo milhões de usuários em busca da chance de ganhar dinheiro fácil. No entanto, por trás da fachada sedutora dessas plataformas, existe um lado muito prejudicial. A falta de regulamentação, o potencial para criar uma dependência e o impacto devastador na economia pessoal são apenas alguns dos perigos que cercam essa prática.
Com a facilidade de acesso pelos celulares, as casas de apostas online se tornaram uma opção tentadora para muitos brasileiros. De acordo com o levantamento feito pelo instituto DataSenado, cerca de 20,3 milhões de pessoas com mais de 16 anos afirmam ter apostado nas chamadas "bets", que têm passado por um processo de regulamentação, este número equivale a 13% da população dessa faixa etária no país. O número de apostadores cresceu exponencialmente, e o setor já movimenta bilhões de reais. No entanto, esse crescimento rápido levanta preocupações sobre a segurança dos usuários e a ética das plataformas que operam sem regulamentação clara.
A ausência de uma regulamentação correta no Brasil deixa os apostadores vulneráveis a práticas desleais e golpes de ‘’pirâmides’’. Sem um órgão regulador para supervisionar as atividades das casas de apostas, muitos apostadores enfrentam dificuldades para recuperar quantias perdidas e evitar golpes de sites ilegais. Isso torna o ambiente das apostas ainda mais arriscado, especialmente para aqueles que não têm experiência tanto no setor como na internet.
O crescimento de sites e aplicativos com procedência ilegal também resultou no aumento de jovens que além de apostar, divulgam esses sites. Diversos influenciadores estão envolvidos em esquemas de divulgação de casas de apostas ilegais, como o famoso ‘’jogo do tigrinho’’. Alguns dos divulgadores dessas plataformas já foram inclusive alvo de operações, como a chamada ‘’Operação Game Over’’, que apreendeu bens de influenciadores que divulgavam uma plataforma com uma conta ‘’viciada’’ em ganhar.
Em comparação com outros países que regularizaram as apostas, o Brasil ainda engatinha com sua regulação. Na Europa, por exemplo, diversas nações implementaram leis que buscam proteger os consumidores e garantir a transparência das operações, tornando o jogo menos arriscado e de certa forma, mais consciente. A educação é o ponto chave para resolução desse perigo causado pelas apostas, campanhas de conscientização que informem os riscos financeiros e prevenção de vícios, são importantíssimas para identificar os mais afetados por essa onda que vem assolando a população nacional.


