Descriminalização da maconha: O quão perigoso é legalizar a cannabis

  • 18/10/2024
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Descriminalização da maconha: O quão perigoso é legalizar a cannabis

FOTO: Poderdata/Reprodução


A descriminalização da maconha é um assunto que tem ganhado força no Brasil e no mundo, sendo um assunto muito debatido tanto politicamente quanto socialmente. A maconha é proibida no Brasil desde 1830, ou seja, desde a época da escravidão. A criminalização dela foi muito baseada no preconceito com negros e pobres, principalmente por ela ter sido trazida por escravos no século XVI.

Descriminalizar a maconha, não significa liberá-la ao uso desenfreado, significa remover as sanções penais associadas ao seu uso, cultivo e comércio em pequenas quantidades. Usuários de poucas quantidades não seriam presos ou julgados apenas por fumar, além de poder portar uma certa quantidade sem estar cometendo um crime passível a prisão. Um dos objetivos é tratar o uso da droga como uma questão de saúde, e não criminal, permitindo que os usuários recebam apoio médico e psicológico.

Quando questionado sobre a reação das famílias brasileiras em relação a descriminalização da Cannabis, o aluno de jornalismo da ESAMC, Gustavo, disse o seguinte: ‘’A pesquisa feita pelo datafolha deixou bem claro que a população brasileira é maioria contra a descriminalização maconha… Então eu acredito que teriam sim muitas dificuldades e diversos debates, tornando assim muito dificil a descriminalização dela.’’

De acordo com a pesquisa feita pelos alunos de jornalismo da ESAMC, países como Estados Unidos, Canadá e Uruguai já tem a maconha descriminalizada em algumas regiões, mas com regulamentações vigorosas. Canadá e Uruguai já implementaram políticas de descriminalização e legalização da maconha, observando efeitos diversos. O Uruguai, por exemplo, permite o cultivo doméstico e a venda em farmácias, enquanto o Canadá criou um mercado regulado que visa garantir a qualidade e a segurança da substância.

A descriminalização da substância poderia beneficiar alguns pontos, sendo eles: Saúde pública (A descriminalização pode facilitar o acesso a tratamentos e informações sobre o uso responsável da maconha.), segurança pública (A criminalização do uso e do tráfico de drogas tem contribuído para o aumento da violência em muitas cidades.), economia nacional (A regulamentação e a tributação da maconha podem gerar receitas significativas para os cofres públicos.) e aspectos sociais (As políticas de drogas têm historicamente afetado desproporcionalmente comunidades marginalizadas).

Mas como todos os propósitos tem dois lados, também criariam problemáticas como: Há temores de que a maior aceitação da maconha possa levar ao aumento do uso entre jovens e ao desenvolvimento de dependências; A criação de um sistema eficaz de regulação e controle do uso da maconha é complexa e requer planejamento cuidadoso; A percepção da maconha ainda é negativa em muitos setores da sociedade, e mudar essa mentalidade pode levar tempo. Portanto, A descriminalização da maconha é um tema complexo que envolve questões de saúde pública, segurança, economia e justiça social. Embora ofereça soluções potenciais para problemas sociais e econômicos, requer um planejamento cuidadoso e uma abordagem equilibrada que priorize a saúde e a segurança da comunidade. O caminho à frente requer diálogo aberto e uma abordagem baseada em evidências, que priorize o bem-estar da sociedade como um todo.


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