Itanhaém e Praia Grande se manifestam contra privatização e postos de pedágio em rodovia
- 21/08/2023
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Itanhaém e Praia Grande se manifestam contra privatização e postos de pedágio em rodovia, as duas cidades são contra o projeto de privatização e pedágios na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.
Elas deixaram isso claro na Audiência Pública feita pelo Governo de São Paulo.
O encontro realizado na última sexta-feira no auditório do Departamento de Estradas de Rodagem também contou com participações por vídeo.
A privatização da via, apresentada pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em 2019, contempla melhorias na estrada e a instalação de postos de pedágio ao longo da rodovia, o que foi alvo de protestos por parte dos moradores. A concessão da rodovia faz parte do Lote Rodovias do Litoral Paulista e inclui a extensão que vai de Praia Grande a Miracatu, no Vale do Ribeira.
As rodovias Mogi-Bertioga e a Pedro Eroles (Mogi-Dutra estão incluídas no Lote, a Prefeitura de Itanhaém propôs a suspensão do edital de privatização durante o evento.
O prefeito da cidade, Tiago Cervantes (PSD), propôs a suspensão do edital até que seja realizado um estudo de impacto mais aprofundado nos municípios afetados pelo projeto.
Para o executivo, a instalação dos postos de pedágios e a ausência de vias marginais ininterruptas interligando as extremidades da cidade são os principais pontos de discordância do projeto, a administração ressalta que a falta de pontes sobre o Rio Itanhaém, margeando a rodovia, ampliará a circulação interna, impactando negativamente o trânsito local.
A prefeitura diz que as ruas estreitas e a infraestrutura da década de 1970 não estariam preparadas para o aumento desse fluxo de veículos e que o fechamento de acessos aos bairros pela rodovia proposto no projeto também preocupa a administração. A Prefeitura de Praia Grande entregou um relatório com os impactos que a decisão pode causar na região e também um ofício com reivindicações de melhorias, a principal crítica de Praia Grande é a instalação dos postos de pedágios e a mobilidade urbana.
Porque está previsto o fechamento parcial ou total de cinco acessos da cidade e o fechamento parcial de dois retornos.
Para a prefeitura, a medida sobrecarregaria a malha viária, inclusive de vias internas, dificultaria o acesso aos bairros, e outras consequências negativas ao trânsito da cidade.
A Prefeitura de Praia Grande destaca que as tratativas do Estado com os municípios envolvidos não ocorreram como deveriam, e que o governo estadual deveria analisar melhor as dinâmicas de mobilidade da cidade antes de realizar intervenções.
Ao todo, 13 cidades estão envolvidas no projeto; Bertioga, Arujá, Itanhaém, Itaquaquecetuba, Itariri, Miracatu, Mogi das Cruzes, Mongaguá, Pedro de Toledo, Peruíbe, Praia Grande e Santos.


